Saturday, April 11, 2009

5ª sessão. 26.03.09. Bety conscientiza para a expressão corporal, a corporeidade

Bety esteve com o grupo e, num espaço de descoberta do corpo e das sensações, promoveu a reflexão sobre esta forma de comunicar. Bety pertence ao grupo Raiz di Polon, Escola de Dança de Santiago (Cabo Verde).

RAIZ DI POLON foi fundado, em 1991, em Cabo Verde. Em 1994, entraram em contacto com a dança contemporânea europeia, através do projecto e espectáculo Dançar Cabo Verde , de Clara Andermatt e Paulo Ribeiro. Alguns dos bailarinos da companhia continuaram a dançar nas peças ‘cabo-verdianas' de Clara Andermatt, e Raiz di Polon começou a organizar workshops e aulas de dança em Cabo Verde , no âmbito do projecto dançar o que é nosso. Raiz di Polon apresentou até agora os seus trabalhos em Portugal, Cabo Verde, Alemanha, Luxemburgo, Madagáscar, Holanda, Roménia, Croácia, Dinamarca, País de Gales, Bélgica, Senegal, Brasil, Cuba, Suiça, Mali, Estados Unidos, Inglaterra, Djibuti, Etiópia, Uganda, Moçambique, Zâmbia, Malaui, Zimbabué, Namíbia, Suazilândia, África do Sul, Maurício, Comoros, Ruanda, Burundi, Eritreia, Quénia e Níger.
Desde 1998 Raiz di Polon desenvolve um trabalho pioneiro de promoção de dança contemporânea, sendo parceiro de Danças na Cidade no projecto Dançar o que é Nosso (cooperação entre África, América Latina e Europa ao nível da dança).

Filme 8: Porque precisamos de conhecer o nosso corpo...

Incluir o corpo, suas expressões e significados nos projetos pedagógicos deste grupo de Educação pelos Pares visa o desenvolvimento da compreensão do corpo na sua realidade histórica, cultural e, portanto, social, percebendo que as formas de conhecer o corpo estão inseridas nas relações e sentidos sociais (produto colectivo da vida humana).

Falamos então de corporeidade porque tudo o que se toca, se cheira, se vê, se faz, se ouve ou se pressente, explorando os sentidos, constituem-se como formas de entrelaçar conhecimentos...

Filme 9: Explorando o movimento...

O espontâneo, a diversão e a alegria ainda estão muito associados apenas à criança, permitindo-lhe brincar e jogar para aprender. À medida em que os estudantes avançam na idade e na escolarização, esta área vai perdendo espaço, pois a seriedade impera (“muito riso é sinal de pouco siso”). Por isso geralmente assume-se uma a concepção “bancária” em que o educador sabe tudo e o educando pouco ou nada sabe.

Filme 10: Podemos fazer tudo...mesmo o que parece difícil...

Na educação problematizadora, educador e educando integram um mesmo processo, estabelecendo-se uma relação dialógico-dialética, na qual ambos aprendem juntos. Aqui prevalece o diálogo, a troca de informações, educador e educando trocam saberes, produzem conhecimento.

Filme 11: És o meu par...

Visando uma educação emancipadora, em que a complexidade do quotidiano está presente, o brincar, o divertimento e o prazer tornam-se imprescindíveis para se entender, em plenitude, o processo de formação da pessoa.
Neste processo, é de fundamental importância a actuação de educadores como a Bety, na medida em que o desenvolvimento de uma proposta pedagógica requer comprometimento profissional crítico aliado à competência técnica, à visão de colectividade, ao respeito mútuo, construindo assim, sólida base para uma acção pedagógica efectiva, a qual pode vir a tornar-se uma intervenção sócio-cultural duradoura. Sobretudo quando se trata de formar "gente que cuida de gente"...

No comments:

Post a Comment